ACUSADO DE MATAR COMPANHEIRA E ALEGAR QUE ELA HAVIA SE JOGADO DE CARRO É CONDENADO A 18 ANOS DE PRISÃO EM RO

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Homem foi julgado pelo Tribunal do Júri em Cerejeiras. Defesa afirma que irá recorrer da decisão.

O réu Thiago Rocha Nogueira, de 30 anos, foi condenado a 18 de prisão, em Cerejeiras (RO), na região do Cone Sul. A sessão do Tribunal do Júri aconteceu nessa semana e os jurados consideraram Thiago culpado pela morte da companheira, de 22 anos. O crime aconteceu em setembro do ano passado e, na época, Thiago alegou que a mulher havia se jogado do carro em movimento.

O júri reconheceu a materialidade e autoria do homicídio qualificado e ainda concluiu que o crime foi cometido por motivo fútil, com crueldade, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e contra mulher, por razões da condição do sexo feminino.

Quanto ao crime de tráfico de drogas, os jurados acataram a tese da defesa, e reconheceram que o entorpecente encontrado na casa do réu era para consumo. Diante disso, o juiz Fabrizio Amorim de Menezes aplicou a pena de 18 anos de reclusão.

O cumprimento inicial da pena será no regime fechado. A defesa afirma que irá recorrer da decisão.

Crime

Em setembro do ano passado, Thiago foi até a unidade de saúde de Pimenteiras do Oeste (RO) e disse que e a mulher havia morrido após se jogar do veículo em movimento. Os profissionais de saúde encontraram a mulher na sala da residência, sobre um colchão, já morta.

O acusado afirmou que a companheira estava grávida e que, após ela se jogar do carro, ele a levou até a casa, ainda com vida. Já testemunhas contaram à polícia que o casal ingeriu bebidas alcoólicas durante todo o dia e teriam discutido em praça pública.

No interrogatório, Thiago manteve a versão do suposto acidente, mas foi flagranteado pela morte da mulher e também por tráfico de drogas, pois investigadores encontraram mais de 700 gramas de maconha na casa dele. Ele alegou que o entorpecente era para consumo.

A Polícia Civil afirmou que o médico legista não constatou gravidez. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva e Thiago continuou preso na Casa de Detenção de Cerejeiras. Dias depois do crime, a casa do acusado foi incendiada. Na ocasião, a defesa disse que havia suspeitas de o incêndio ter acontecido em retaliação ao homicídio.

As investigações apontaram que a versão de Thiago não conferia com os ferimentos apresentados no corpo da vítima. O Ministério Público de Rondônia ofereceu denúncia ao Judiciário, justificando que Tiago matou a companheira com pauladas, e o acusado foi pronunciado ao Tribunal do Júri.

FONTE: G1 Vilhena e Cone Sul

FOTO: Extra de Rondônia/Reprodução

DA REDAÇÃO DO HOJERONDONIA.COM

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