DIÁRIO DO PORTAL: ELEIÇÃO 2012: A HORA DOS INDECISOS

Tenho um amigo que dia sim dia não está no guichê da Casa Lotérica fazendo sua aposta. Faz a “fezinha” na Mega Sena, Quina, Dupla Sena, Lotomania, Lotofácil, Instantânea, toda aquela jogatina legalizada pelo governo federal para financiar seus programas esportivos e sociais. Meu amigo faz isso diligentemente todas as semanas a mais de 20 anos. Nunca ganhou o grande prêmio, por várias vezes bateu na trave. Se somasse tudo o que já gastou em apostas não estaria rico, mas remediado com certeza.

Essa fé de que um dia vai acertar na aposta é a mesma condição do eleitor. Com a diferença de que ele é obrigado a apostar, expediente da Justiça Eleitoral que remonta ao colonialismo para levar o eleitor à urna. A aposta é diferente, mas o fim acaba sendo o mesmo. Meu amigo aposta porque espera um dia ganhar e dar uma vida melhor a ele e sua família. O eleitor também aposta em um candidato esperando que ele proporcione uma vida melhor para seu bairro, sua cidade. Ambos, o meu amigo e o eleitor são sonhadores. Vivemos de esperança. Quando a perdemos começamos a morrer paulatinamente como um doente terminal.

Não tenho como garantir ao (e) leitor que a última pesquisa da corrida eleitoral de Vilhena divulgada esta semana pela mídia seja real ou fictícia. Para dar um maior poder de análise para o eleitor o instituto que realizou a pesquisa poderia nos oferecer também os índices de rejeição. Mas pelo menos ela traz em seus números algo que podemos perceber nas ruas – um percentual considerável de indecisos. Considerando números inteiros Vilhena tem hoje cerca de 52 mil eleitores. Deste montante um universo de 27 por cento ainda não se decidiu em quem votar para prefeito de Vilhena, segundo a sondagem. É um número considerável. Em números representam mais de 14 mil eleitores que ainda não hipotecaram suas esperanças. Faz a diferença em qualquer disputa.

Subjetivamente este número também nos remete a outras análises, como o porquê de tanta indecisão. A resposta pode estar na obstinação do meu amigo que semanalmente vai diligente ao guichê da Casa Lotérica fazer sua “fezinha”. Ele ainda não ganhou o grande prêmio e continua insistindo nas apostas acreditando que um dia seu sonho será realidade.

Assim também é com a política. Todas as vezes que apostamos em alguém que não corresponde com nossos anseios temos que voltar a apostar esperando que desta vez a escolha alcance ou se aproxime dos nossos anseios. Serão as propostas, a capacidade de convencimento e de realização, o desprendimento e visão administrativa que irão convencer estes 27% a apostar em um dos postulantes ao cargo de prefeito de Vilhena, numa eleição que, dizem os números, está longe de estar definida, como pregam os afoitos e querem os acólitos do poder. 07 de outubro é dia de ir ao guichê eleitoral depositar nossa aposta. Quem sabe não seja o nosso dia de sorte.

POR: VITOR PANIAGUA.

REDAÇÃO HOJERONDONIA.COM

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