DIÁRIO DO PORTAL: Situações Opostas

POR: Vitor Paniagua.

Situações opostas.

Depois de muitos anos sem escolher a representante da beleza vilhenense, um concurso eivado de suspeitas de favorecimento e ingredientes políticos, escolheu Vanessa Modesto como miss. De família humilde e negra em um país onde o racismo está mais do que entranhado em suas raízes históricas, a jovem nunca esteve entre as favoritas para ganhar a faixa. A favorita, como todos sabem, atende pelo nome de Mariana Padovani e sua vitória era tida como favas contadas, Mas por razões mais políticas do que por beleza e desenvoltura na passarela, o que no caso em concurso de escolha deveria contar, a jovem acabou ficando na segunda colocação.

O que teria tudo para ser um conto de fadas para Vanessa tem sido, segundo diz a sua “assessoria”, um pesadelo. Alega que a moça não recebe apoio da prefeitura sequer para os eventos oficiais em que a miss teria por obrigação do posto, representar o município.

Já a loira, que teria sido lograda na contagem de votos, segundo falam pela cidade, está numa situação oposta. Com mais de mil seguidores no Facebook, a bela é cobiçada para participar de outro concurso: eleitoral. Mariana está sendo sondada pelo PSDB para concorrer à vereadora e não terá nenhuma dificuldade em ver seu nome aprovado em convenção municipal. Além de ser mulher, que os presidentes de partidos arrancam os cabelos para preencher as vagas destinadas a elas, ainda o paizão, Evandro Padovani, é presidente do diretório municipal dos tucanos, partido onde ela está filiada. A família não confirma e nem desmente a candidatura da primogênita. No máximo dizem que se faltar mulheres para cumprir a cota partidária ela poderia entrar no páreo. Seja como for, o palanque eleitoral e o horário eleitoral gratuito na televisão ficariam menos enfadonho com a beleza da moça.

Durão

O ex-prefeito Ademar Alfredo Suckel (DEM) integra a tríade de administradores que conseguiram elevar Vilhena à condição de uma das cidades melhor urbanizada de Rondônia. Ao lado dele estão Lorivaldo Renato Ruttmann e Melki Donadon formando o trio de bons administradores que comandaram o município. Dos três somente Ruttmann parece não querer mais nada com política, uma vez que sequer tem seu nome lembrado para concorrer por algum cargo eletivo. Já Ademar Suckel poderá ter seu nome indicado pelo DEM para concorrer a prefeito nas eleições deste ano. Tido como administrador rigoroso, quando prefeito Ademar não permitiu e não fez festa com dinheiro público. Para se ter uma ideia, em sua gestão a prefeitura não investiu em festa agropecuária e o parque de exposições foi repassado para a Aviagro, que passou a realizar a feira. Caso o voto o traga novamente ao comando do município uma garantia é certa: farra com recursos públicos nem pensar.

Lavagem de roupa

Por falar em farra com recursos públicos, a onda de escândalos atingiu o Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia. Juízes se acusam mutuamente de desvios de recursos públicos em somas bilionárias que faz os recentes escândalos ocorridos no governo com ramificações na saúde e outros órgãos coisa de trombadinha. O caso, que caminhava sob segredo de Justiça no Conselho Nacional de Justiça, virou lavagem de roupas sujas em público esta semana com um dos magistrados acusados de envolvimento, indo às ruas com carro de som e tudo para se defender e acusar outros magistrados de envolvimento na celeuma. Não faltava mais nada em termos de denúncias de corrupção em Rondônia. Embora é bom que não nos esqueçamos de que juízes já saíram algemados de Porto Velho para Brasília, em passado não muito distante. E quando a coisa alcança o poder da República que deveria no mínimo mitigar a bandalheira, realmente o caminho aponta para uma crise institucional.

Silêncio

É impressionante o silêncio da Ordem dos Advogados do Brasil sobre o escândalo dos precatórios, que desviou bilhões de reais dos cofres públicos. O presidente da OAB-RO, Hélio Vieira, é um dos advogados acusados de participar do esquema que desviou recursos de precatórios de trabalhadores da educação. Deveria vir a público se manifestar como faz com voracidade quando outras instituições são acusadas de alguma prevaricação, como o próprio Hélio fez nos recentes acontecimentos na Assembleia Legislativa. Teve que assistir calado os deputados Hermínio e Lebrão lavarem a calçada da OAB-RO.

REDAÇÃO/HOJERONDONIA.

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