FATOS & VERSÕES

Barra

A tentativa da base aliada do governo na Assembléia Legislativa de aprovar o projeto da OSCIP – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – na saúde deu com os burros n’água na sessão de terça-feira. O projeto, que repassa a administração do setor de saúde para entidades da sociedade civil, é bastante combatido por várias vertentes do parlamento estadual. Com o parlamento enfraquecido pelo afastamento de praticamente toda a mesa diretora, os governistas forçaram a barra, mas receberam um sonoro não do deputado Hermínio Coelho (PT), presidente em exercício da ALE.

Peitar

Hermínio desde sempre se posicionou contra o projeto. Ele defende que o governo assuma a responsabilidade de administrar a saúde de forma direta. Na sessão de terça-feira os deputados governistas bem que tentaram fazer com que ele retomasse o projeto e colocasse em pauta, mas o presidente da Ale disse que não colocaria e pronto. “Quando o presidente estava aqui (Valter), vocês não tinham essa coragem de peitá-lo, agora acham que vão me peitar”, teria inquirido Hermínio.

Política

Para analistas, o gesto dá uma noção de que a ação que ocorreu na Assembléia Legislativa foi também uma disputa ferrenha de poder. “Logo na primeira sessão após a problemática envolvendo a Casa de Leis, o governo, por meio de sua base, tenta impor um projeto que foi rejeitado pelo Legislativo por tudo o que ele representa de obscuro para a saúde de Rondônia. isso demonstra que pode ter havido motivação política no que ocorreu na semana passada no afastamento dos deputados da Mesa Diretora”, comentou um deputado.

Raiz

A crise que ocorreu no parlamento estadual está mais enraizado no governo do que na ALE. Afinal praticamente todos os presos e detidos na Operação Termópilas eram de dentro do governo, inclusive o secretário adjunto de saúde. Apesar das acusações que envolvem alguns deputados estaduais, a instituição Assembléia Legislativa está enxuta e bem gerenciada. A crise, portanto não é do poder legislativo, mas de indivíduos e empresas que operam junto ao governo.

Sabia

O que se comenta é que o governador Confúcio Moura sabia de todos os passos da operação, uma vez que seu secretário de segurança Marcelo Bessa é delegado da Polícia Federal. E foi ele o primeiro a se manifestar após a detenção dos acusados, dizendo que a operação teve apoio da Polícia Civil que ele comanda. Sendo assim, o governador provavelmente era informado par e passo de todos os movimentos da operação.

Filho

O que a mídia pouco explorou, uma vez que boa parte dela quer mesmo jogar a culpa da crise no colo da Assembléia Legislativa, foi a prisão de Rômulo da Silva Lopes, assessor de governo e tido como pessoa da maior confiança do governador. E é tanto legítimo que Rômulo morava na casa do governador. Teria sido o próprio Confúcio, segundo se comenta que teria chamado Rômulo à porta avisando que a Polícia Federal estava lá para prendê-lo. Segundo pessoas próximas do governo, Rômulo era considerado como um filho para Confúcio.

Assumiu

O PT vilhenense vai mesmo assumir uma pasta no governo municipal. Deve comandar a Secretaria de Trânsito. Resta saber se o compromisso de governar tem a ver com o compromisso de apoiar a reeleição do prefeito José Rover (PP).

Por/Vitor Paniagua.

Fonte/hojerondonia.com

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