JOSÉ ROVER CONTRIBUI COM DELAÇÃO PREMIADA E TEM SERVIDO PARA ESCLARECER PF E MPF

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Em depoimento, o prefeito de Vilhena, José Luiz Rover (PP), apresentou detalhes de como funcionava o esquema de pagamento e recebimento de propina na prefeitura de Vilhena, que o levou à prisão no último dia 10, durante a Operação Áugias da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPE). Na delação premiada, Rover citou políticos do Estado em um poderoso esquema de desvio de mais de R$ 5 milhões dos cofres da prefeitura nos últimos seis anos.
O acordo de delação premiada ainda depende da homologação da Justiça. Se for homologado, o prefeito terá a pena reduzida, que está sendo cumprida no Centro de Correição da Polícia Militar, em Porto Velho. Ao Diário, o advogado do prefeito disse que entrou com pedido de habeas corpus no MPE, que ainda não se manifestou. Caso decida contra, ele irá recorrer ao Tribunal de Justiça.

Durante a operação, foram cumpridos vários mandados de sequestro de bens, incluindo imóveis, contas bancárias, veículos, estabelecimentos comerciais e até dois hotéis em nome de parentes de Zé Rover, conforme investigações iniciadas com a descoberta de desvios da secretaria de comunicação. A PF também descobriu a falsificação de documentos, contratos e comprovantes de pagamento que seriam entregues às autoridades policiais a fim de acobertar os crimes de propina e lavagem de dinheiro.

A Áugias foi um desdobramento das Operações Stigma e Ficus, que levaram à prisão secretários municipais, empresários envolvidos em crimes de corrupção e organização criminosa cuja atuação se dava na cúpula da administração municipal.
O prefeito responderá pelos crimes de falsidade ideológica, fraude à licitação, lavagem de capitais corrupção passiva, crime de responsabilidade, entre outros. (Da Redação)

Vice-prefeito Jacier Rosa foi denunciado pelo MPE com mais três vereadores

Prisão começou com vereadores e vice-prefeito

Antes de chegar ao prefeito Rover, a PF prendeu os vereadores José Garcia da Silva (DEM), dia 18 de outubro; Vanderlei Amauri Graebin (PSC), dia 21; Carmozino Alves Moreira (PSDC), dia 22; o presidente afastado da Câmara, Júnior Donadon (PSD), dia 24; o vice-prefeito Jacier Rosa Dias (PSC) e o vereador Antônio Marco de Albuquerque (PHS), conhecido como Marcos Cabeludo, no dia 2 deste mês, todos suspeitos de lavagem de dinheiro e corrupção, em um esquema de recebimento de propina para aprovação de loteamentos no município.
Outros dois vereadores, Jaldemiro Dedé Moreira (PP), conhecido como Jairo Peixoto; e Maria Marta José Moreira (PSC) estão foragidos.
Com a prisão de Zé Rover, assumiu a prefeitura o então presidente da Câmara, Célio Batista (PP), que havia assumido a função com o afastamento de Júnior Donadon. Já a Presidência da Câmara passou para o comando da primeira secretária, vereadora Maria José (PDT), tendo em vista que o vice-presidente Casa, José Garcia, também está preso, assim como o segundo secretário, Marcos Cabeludo.

Suplentes 

Entre as primeiras medidas da presidente Maria José foi a convocação dos seis suplentes: Antônia Elza de Oliveira Magalhães, Helena Maria Rodrigues de Queiroz, Heloísa Bueno Matiello, José Cândido Gonçalves de Espíndula, Ronaldo Davi Alevato e Vera Lúcia Borba. Logo após a posse, foram votados projetos prioritários que estavam emperrados na Casa.
Outra medida adotada, no último dia 16, foi a suspensão dos salários dos presos e foragidos.

primeira denúncia do mpe indica mais de R$ 500 mil 

Na última semana, após concluir inquérito, o promotor de Justiça do MPE, João Paulo Lopes, ofereceu denúncia à 1ª Vara Criminal de Vilhena contra o vice-prefeito Jacier Rosa Dias e os vereadores afastados e presos Vanderlei Amauri Graebin, Carmozino Alves Moreira, por envolvimento em esquema de corrupção para aprovação de um loteamento. Eles teriam pedido propina a um empresário do ramo imobiliário (que também foi denunciasdo pelo MPE) para que a Câmara aprovasse a implantação de um loteamento na cidade. Caso a Justiça acolha a denúncia, todos os envolvidos passarão a ser réus.

O empresário é acusado de pagar cerca de R$ 102 mil em lotes direcionados para os três parlamentares, que indicavam terceiros para receber os lotes. A polícia acredita que o grupo tenha recebido mais de R$ 500 mil até agora.
O vice-prefeito teria adquirido de Carmozino dois lotes pela metade do preço de mercado, e por isso poderá responder pelo crime de receptação, enquanto os vereadores, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva; e o empresário por corrupção ativa.

Por: DIÁRIO DA AMAZÔNIA E ASSESSORIA

DA REDAÇÃO DO HOJERONDONIA.COM

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