MISSIONÁRIA EVANGÉLICA É CONDENADA EM CEREJEIRAS POR INCITAR FIÉIS A BATER NOS FILHOS

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Líder religiosa citava trechos bíblicos: “criança que atrapalha a obra do Senhor deve ser eliminada” para induzir genitores a bater nos filhos

O Juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Cerejeiras, sentenciou no dia 15 de junho, Juliane de Lara de Oliveira a dois meses e vinte dias de detenção, e a ré Edinalva Carvalho Oliveira, conhecida na cidade como “Missionária Edna” a quatro anos e nove meses de reclusão – pena privativa.

No ano de 2016 na cidade de Cerejeira, Juliane de Lara foi denunciada por aplicar castigos violentos em sua filha de apenas oito anos, que obteve intenso sofrimento físico e mental. Interrogada pelo juiz, a mãe disse que castigou a filha apenas cincos vezes, sendo que em quatro vezes, ela utilizou vara e na última vez usou uma cinta, o qual deixou hematomas que foram registrados em laudo médico. De acordo com seu depoimento, os castigos corporais à sua filha eram em razão ao seu mal rendimento escolar, admitindo as agressões, e mais, forneceu detalhes importantes do crime.

Já Edinalva Carvalho de Oliveira, missionaria da Igreja Deus Rafá, é acusada de incentivar a genitora a submeter a filha a violência e maus tratos como forma de educa-la. Segundo a denúncia a missionária usava “fundamentos bíblicos” para induzir seus fiéis a castigarem os filhos: “os pais devem chegar a vara sem dó nos filhos, principalmente nas crianças para que cresçam jovens corretos [...]. Criança que atrapalha a obra do Senhor deve ser eliminada”, eram trechos bíblicos usados pela missionária para orientar os pais nos castigos dos filhos.

A corré “missionaria Edna”, não só incentivava as correções da menina, como também insistia em fiscalizar, como idas frequentes a residência da família de Juliane. A Justiça considerou que a mãe da menina também foi vítima no caso e aplicou a pena mais branda.

A condenação da missionária é prevista no Art. 1 inc. 11 da lei n° 9.455/97. Sem o direito de apelar em liberdade, apelo negado pelo juiz, já que, a corré apresenta má conduta e risco concreto à ordem pública. Ela não poderá se aproximar de uma distância mínima de 100 metros da menina e da mãe. Edinalva terá que arcar com os custos processuais já que se encontra economicamente capaz de arcar com as despesas.

Acesse aqui a íntegra da sentença de condenação.

 

FONTE: Vitória Rogério/Vilhena Notícias

DA REDAÇÃO DO HOJERONDONIA.COM

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